Tuesday, November 24, 2009

Balanço


Final de ano é sempre o mesmo. A gente começa a fazer o balanço do ano. Pesa as alegrias, pesa as tristezas e tenta tirar disso tudo um saldo justo para avaliar o ano.
Eu adoro final de ano. Adoro o Natal, mas amo mesmo o final do ano. Para mim é sempre uma data cheia de esperança, de expectativa, de renovação.Um recomeço. Mesmo que não seja exatamente isso, porque a gente sabe que a vida continua a mesma, mas é um momento de acreditar que vai ser melhor, vai mudar, vamos andar para frente.
Eu ainda estou em processo de balanço. Sem saber ao certo qual é o saldo. Positivo ou negativo? Dei alguns passos à frente, voltei alguns para trás.
O momento pelo qual estou passando não é fácil. Muitos questionamentos, muitas decisões a tomar, dúvidas, dúvidas e dúvidas. De todos os meus finais de ano, esse tem sido o mais difícil. Mas mesmo assim, não deixo de querer que chegue logo aquele momento. Aquele momento de beber uma taça de espumante e desejar profundamente que em 2010 tudo seja diferente.

Tuesday, November 17, 2009


Eu nunca gostei muito de Florianópolis. Sempre gostei muito mais de Porto Alegre, para onde vou várias vezes por ano. Mas fui para Floripa nesse fim de semana e foi ótimo. Conheci muita gente legal, fiz novas amizades, passei ótimos momentos, conheci lugares da cidade que nem sabia que existiam, me perdi (porque se isso não acontecesse não seria normal) e participei da 1º Conferência Estadual de Comunicação. Foi ótimo. Passei a olhar Floripa com outros olhos, essa é a verdade.
Um grande fim de semana para voltar animada para a vida normal.

"Eu vou abandonar
Deixo o mundo velho por aqui
Não quero mais viver correndo assim
Sem tempo pra viver

Vi que é melhor
Calar que falar
Mas é cada uma que eu tenho que escutar
No momento eu não estou
Mas deixe o nome após o sinal

Que eu to pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar
Que eu to pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar"
(Mariana Aydar - Bandas de lá)

Friday, November 06, 2009


A verdade é que ninguém começa algo esperando o fim. Ninguém entra em um novo emprego esperando a demissão, ninguém casa esperando o divórcio, ninguém nasce esperando a morte.
A gente confia, a gente acredita. É assim que nasce a expectativa. A esperança é algo maior e mais difícil de conseguirmos. Nós temos expectativas mesmo, essas tão fortes e tão frágeis. Nascem da nossa vontade e acabam com a primeira pedra no meio do caminho. Difíceis de serem superadas, a expectativa ainda é o que nos move a dar um passo adiante.
E não tivéssemos expectativas? E se não esperássemos nada de algo? Se a gente acordasse e fosse dormir sem ter um pouquinho que fosse de expectativa, a gente sobreviveria?
Eu acho que não. Eu não sobreviveria.
Por mais que expectativas, na maioria das vezes, sejam facilmente frustradas, ainda são elas que fazem a gente se mover para alcançar o que almeja. São elas que colocam cores em dias cinzas.
Sem elas, não há sonho. Sem sonho, há tédio. E eu não gosto de tédio.

Tuesday, November 03, 2009

Quem vai merecer?

"Perder o interesse é pior do que dar adeus. Porque no adeus algo se encerra. As direções acontecem naturalmente. Certas dores são indeléveis. Isso é tudo o que eu tenho para dizer. No tempo da indelicadeza, você foi o melhor dos carinhos. Foi meu Chaplin vagabundo cantando Sorri sem se importar com o mundo, brega de dizer chega e nem aí" (Egídio La Pasta Jr.)

Ele não te merece, diz ela. Se ele não te procurou mais ele não te merece, diz a outra.
Quem afinal vai me merecer? Quem afinal vai chegar e ficar até o fim apesar de todas as coisas? Quem vai chegar e não perder o interesse?
Por que ontem eu lembrei de você e não entendi nada. Não entendi nenhuma ligação, não entendi o seu convite, não entendi porque você desapareceu no final. E eu poderia tentar mais um pouquinho como eu sempre fiz. Eu poderia te escrever um e-mail, te mandar uma mensagem, achar uma desculpa qualquer pra ouvir a sua voz. Eu sempre fiz isso, sempre tive a mania incontrolável de achar que no final do caminho ainda existe uma curva, uma ponte e eu sigo. Até desabar no abismo ou até dar com a cara em algum muro qualquer.
Mas acordei cansada pra qualquer uma dessas coisas.
E não é só cansaço, é não ver sentido em continuar, é não ver sentido em me abandonar em alguém que eu nem conheço direito e que não se deixou conhecer.
E eu não estou sofrendo por você. Não é tristeza, nem sofrimento, é vazio mesmo.
Vazio de ouvir mais uma vez que ele não te merece e achar que sim, ele mereceria.

Thursday, October 29, 2009

Uma opressão sem fim


Tem coisas que eu preferia não ficar sabendo. Como tem milhares de coisas que eu preferia não passar. E depois dessa eu gostaria muito, muito que minha semana acabasse hoje.
Eu não consigo nem articular meus argumentos pra falar sobre o assunto porque tenho apenas raiva. Nem indignação, é raiva mesmo.
Raiva por me sentir com as mãos atadas, por ver que a solução para isso está cada vez mais longe. Talvez machismo não tenha solução, talvez a opressão nunca tenha fim. E aí a gente vai fazer o que?
Eu sou vítima do machismo de diferentes formas. O machismo que me paga menos pelo meu trabalho, o machismo que me exclui das cadeiras do partido que eu escolhi pra fazer parte, o machismo que vem das próprias mulheres que convivem comigo quando escuto: "prefiro trabalhar com homens", o machismo que me impede de tomar certas atitudes porque sou mulher. E por ser mulher, tenho um código de conduta que não permite certas coisas como, por exemplo, usar uma saia curta, ligar para o cara que eu estou afim e não aceitar silenciosamente as grosserias dos homens. Tudo isso porque na anatomia do meu corpo está faltando um pinto.
E se, por ventura, eu resolver transgredir esse código de conduta, daí eu viro puta. E todo mundo sabe que as putas não valem nada e merecem ser castigadas, estupradas, humilhadas. Elas pediram, né? Elas merecem.
Se não bastasse tudo isso, por si só, ser um grande absurdo, o pior é a maneira com que as pessoas tratam essas coisas. A violência, o estupro, a opressão tornaram-se justificáveis e são sempre, sempre culpa da vítima e nunca do agressor. Nesse caso, o próprio secretário da faculdade afirma: "ela deu motivos".
Inverteram-se os papéis, justificaram o injustificável e acaba-se assim. Quem for mulher, que arque com as consequências.


A verdade é que não dá pra elogiar!

Monday, October 26, 2009

Do final de semana


Eu já disse que eu amo esse trombadinha??!!
1x0
Ganhar é bom, ganhar do grêmio é melhor ainda!